Caso Renata Alves: psicólogo é condenado a mais de 71 anos de prisão por feminicídio de administradora morta com tiro na testa

  • 27/02/2026
(Foto: Reprodução)
Renata Alves Costa e João Raimundo Vieira da Silva de Araújo, em elevador, antes de feminicídio Reprodução/WhatsApp Foi condenado a 71 anos 2 meses 26 dias de prisão o psicólogo João Raimundo Vieira da Silva de Araújo, que matou com um tiro na testa a namorada, a administradora Renata Alves Costa, de 35 anos. Ele foi julgado por feminicídio num júri que começou na quarta-feira (25) e terminou nesta quinta-feira (26), no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, na Ilha de Joana Bezerra, no Centro do Recife. O crime aconteceu no dia 6 de agosto de 2022, no apartamento onde a vítima morava, em Campo Grande, na Zona Norte da capital. João Raimundo foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, sem chance de defesa à vítima e feminicídio. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE A sentença foi proferida pelo juiz juiz José Carlos Vasconcelos Filho, após as 21h. O júri, composto por seis mulheres e um homem, decidiu condenar o acusado pelos crime de homicídio com qualificadoras de feminicídio, meio cruel, motivo torpe e impossibilidade de defesa. Somente por esse delito, a pena é de 29 anos e 22 dias. Somam-se a esse tempo de prisão os seguintes delitos, pelos quais João Raimundo também foi condenado: Sequestro: 2 anos, 6 meses e 11 dias; Tentativa de sequestro: 1 anos, 8 meses e 8 dias; Estupro continuado: 22 anos e 6 meses; Lesão corporal: 6 anos, 5 meses e 15 dias; Porte de arma: 4 anos e 6 meses. Na mesma sessão, João Raimundo foi julgado por tentativa de cárcere privado contra outras duas mulheres. Como o processo segue em segredo de Justiça, o nome das duas vítimas não foram divulgados. Durante o julgamento, a promotora Ana Clézia Ferreira comentou sobre o caso de Renata Alves e disse que foram mais de oito meses de extrema violência diária. Segundo ela, o agressor era extremamente violento e silenciava a vítima até o dia do crime. O g1 e a TV Globo tentaram, mas não conseguiram contato com a defesa de João Raimundo. O crime Julgamento do feminicídio de Renata Alves acontece três anos após o crime Renata Alves foi morta em 6 de agosto de 2022, no apartamento onde morava. As últimas imagens dela mostram Renata no elevador com o então namorado, que foi preso três dias depois, no aeroporto de Natal. Ao tentar embarcar para São Paulo, ele teve duas armas ilegais apreendidas, incluindo a pistola usada no assassinato. O casal se relacionou por cerca de oito meses e começou a morar juntos no dia 28 de março de 2022. As investigações da Polícia Civil, que foram finalizadas em agosto do mesmo ano, apontaram que João Raimundo praticava violência física, doméstica e psicológica. Ainda segundo a polícia, João Raimundo mentia para Renata desde o início do relacionamento e, quando ela descobria as mentiras, fazia chantagem emocional. Segundo o delegado Roberto Lobo, responsável por investigar o caso, o réu escondeu de Renata que usava tornozeleira eletrônica, afirmava que era médico e andava armado dentro de casa. Foram apreendidas quase 200 munições no apartamento da vítima, onde os dois moravam juntos. João Raimundo foi indiciado por feminicídio e posse ilegal de arma. João Raimundo, em depoimento à polícia após ser preso, afirmou que o tiro disparado contra a namorada foi acidental. Porém, essa tese foi descartada após a realização das perícias pelo Instituto de Medicina Legal (IML) e pela polícia científica. Na época do assassinato de Renata, João Raimundo já respondia por tentativa de homicídio e usava tornozeleira eletrônica, que foi retirada pouco antes de ele tentar fugir. Esse crime anterior ocorreu em 2019, no Mar Hotel, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Ele foi preso anteriormente por agredir a ex-esposa e balear dois funcionários do hotel, após uma discussão com a companheira. Por isso, ele ficou preso de dezembro de 2019, quando se entregou à polícia, até abril de 2020, quando passou a cumprir prisão domiciliar. João Raimundo chegou a trabalhar como psicólogo do Tribunal de Justiça da Paraíba, atuando no Juizado de Violência Doméstica e Familiar. Renata Alves tinha 35 anos Reprodução/WhatsApp VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias D

FONTE: https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2026/02/27/caso-renata-alves-psicologo-e-condenado-por-feminicidio-de-administradora.ghtml


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