Edifício Maletta guarda tesouros da moda, da literatura e dos games

  • 14/03/2026
(Foto: Reprodução)
Edifício Arcângelo Maletta, no centro de Belo Horizonte TV Globo Avenida Augusto de Lima com Rua da Bahia. Desde a fundação da capital, nessa esquina, a cultura faz morada. No local onde funcionava o Grande Hotel, que hospedou expoentes das artes, como Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral, foi erguido o Edifício Arcangelo Maletta. Inaugurado no início dos anos 1960, o prédio se tornou um dos mais icônicos da capital. Memórias desses tempos permanecem vivas no edifício e podem ser contatadas por meio de objetos expostos em diversas lojas do centro comercial. O prédio é endereço certo para quem põe em prática o verbo garimpar. Lá podem ser encontrados verdadeiros tesouros: desde roupas, que retratam épocas, a livros, que testemunham o tempo e sobrevivem a ele. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Raridades da literatura Dono de um dos sebos localizados no edifício, o jornalista Terêncio de Oliveira frequenta os corredores do Maletta desde a infância por causa de outra vocação do prédio: a gastronomia. Terêncio Oliveira, jornalista. Arquivo Pessoal. “Minha relação com o Maletta começou nos idos de 1993. Eu tinha 7 anos, e meu pai gostava de almoçar na Cantina do Lucas e trazia a gente aqui, eu e minha irmã, para pedir sempre o mesmo prato: peito de frango à Maryland. E a gente passou anos comendo esse prato. Meu pai não mora mais aqui em Belo Horizonte. Mas, sempre que ele vem aqui, a gente vai lá comer sempre o mesmo prato”, relembra. Na época da faculdade, Terêncio continuou visitando o espaço. Mas do térreo, onde fica o restaurante Cantina do Lucas, passou frequentar os bares da varanda. E, um dia, depois subir a lendária escada rolante do Maletta e virar a primeira à esquerda, encontrou a loja que hoje abriga seu sebo. “Estava eu desempregado, procurando uma coisa para fazer, saindo de um bar, sexta ou sábado à noite, justamente de um bar na varanda. Os sebos já todos fechados, e um dos sebos estava com uma folha de papel pregada, em que estava escrito ‘vende-se’. Então, não fui eu que quis abrir um sebo e escolhi o Maletta. Foi o Maletta que escolheu a gente”, conta. Há mais de dez anos a loja atrai todo tipo de público. Atualmente, o acervo conta com cerca de 9 mil títulos, entre livros e vinis. “Não só o meu sebo, como todos aqui do Maletta não têm um público demarcado. Chega gente aqui querendo livro sobre Che Guevara, bruxaria, romance de série adolescente, autoajuda, Platão, Aristóteles. É absolutamente variado”, diz. E parte dos clientes vai em busca de relíquias. Entre os exemplares mais raros que passaram pela loja, está um livro de 1911 sobre o bicentenário da histórica Ouro Preto. “Acho que foi o livro brasileiro mais antigo que já vendi. Já vendi alguns livros do século XIX, mas eram livros ingleses, franceses. Editado no Brasil, acho que esse foi o mais antigo que já passou por aqui”, afirma. LEIA TAMBÉM: Veja agenda cultural deste fim de semana em BH Paraíso dos colecionadores Vinícius Calazans exibe pôster do jogo QuackShot, lançado em 1991. Arquivo Pessoal. O Maletta também é referência para colecionadores como o Vinícius Calazans. O servidor público tem um acervo com mais de mil jogos e aproximadamente 70 videogames. Esse fascínio pelo pelos games é compartilhado por ele nas redes sociais, onde acumula quase 25 mil seguidores e é conhecido como O Rambo dos Jogos. Essa paixão se estende a outros objetos que fazem parte desse universo. E é no edifício que Vinícius encontra uma infinidade de itens. Pelo menos duas vezes por mês, o colecionador visita os corredores e as estantes do Maletta. Ele começa o dia passando pelos restaurantes e bares, para um um almoço e uma cerveja. E segue o passeio pelas lojas e pelas exposições. No roteiro, fitas de VHS, televisões de tubo, jogos antigos chamam a atenção do colecionador. “O que mais me atrai por lá são os enfeites, coisas que posso usar para decoração, pincipalmente dos anos 1980 e 1990”, diz. Foi justamente em um desses passeios que ele encontrou uma preciosidade: um pôster do jogo QuackShot, lançado em 1991 para Mega Drive. Quando recebe colecionadores de outros estados em Belo Horizonte, Vinícius sempre faz questão de levá-los ao Maletta. “O sentimento primeiro é de surpresa porque não imaginam um único prédio com tanta variedade e quantidade de itens. E o que motiva o colecionador é o sentimento de caçada porque nunca se sabe o que vai encontrar”, afirma. Veja os vídeos mais assistidos do g1 Minas:

FONTE: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/terra-de-minas/noticia/2026/03/14/edificio-maletta-guarda-tesouros-da-moda-da-literatura-e-dos-games.ghtml


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