Em meio à greve geral na Argentina, voos do RS para Buenos Aires são cancelados
19/02/2026
(Foto: Reprodução) Aeroporto Salgado FIlho, em Porto Alegre
Reprodução/ RBS TV
Voos da companhia Aerolíneas Argentinas com partida e chegada em aeroportos do Rio Grande do Sul foram cancelados nesta quinta-feira (19), em meio a uma greve geral que acontece na Argentina.
Foram afetadas as operações no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, e no Aeroporto Hugo Cantergiani, em Caxias do Sul.
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Na Capital, a empresa cancelou o voo AR1233, que decolaria de Porto Alegre com destino ao Aeroparque Jorge Newbery, em Buenos Aires, às 21h05. No sentido inverso, o voo AR1232, que sairia da capital argentina e pousaria no Salgado Filho às 18h30, também foi suspenso.
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Em Caxias do Sul, na Serra, o voo AR8063, com partida marcada para as 12h15 e destino a Buenos Aires, com escala no Aeroporto de Guarulhos (GRU), em São Paulo, foi igualmente cancelado.
Em comunicado, a Aerolíneas Argentinas informou que a operação foi modificada devido a "medidas de força sindical alheias à companhia". O g1 busca a companhia para esclarecimentos.
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A empresa orientou os passageiros a verificarem o status de seus voos e a realizarem possíveis alterações por meio do site, aplicativo, WhatsApp, agências de viagem ou alertas por e-mail.
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A greve
A greve geral que ocorre na Argentina tem relação com a decisão da Câmara dos Deputados do país, que começa a discutir nesta quinta o projeto de reforma trabalhista enviado pelo governo de Milei ao Congresso.
O Senado já aprovou o texto na semana passada, e a maior central sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), afirmou que uma greve geral para o início das discussões do projeto entre os deputados teve início à 0h desta quinta, segundo a agência Associated Press.
A expectativa do governo é que a proposta seja votada no plenário da Câmara em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Legislativo.
Além da greve geral, também é esperada uma onda de protestos, embora eles não sejam oficialmente chancelados pela CTG.
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REUTERS/Cristina Sille
Em resposta, o governo de Javier Milei determinou que a imprensa siga "medidas de segurança", o que é uma atitude incomum, e advertiu para situações de "risco" nos protestos esperados para os próximos dias.
"Com o objetivo de reduzir situações de risco, recomenda-se (à imprensa) evitar posicionar-se entre eventuais focos de violência e o efetivo das forças de segurança destacado para a operação", disse o Ministério da Segurança da Argentina em um comunicado.
"Diante de atos de violência, nossas forças agirão", afirma o texto, que informa que os meios de comunicação terão uma "zona exclusiva" em ruas laterais da praça em frente ao Parlamento.
Na quarta-feira passada, milhares de pessoas protestaram nas imediações do Congresso quando o projeto foi debatido no Senado. As manifestações terminaram em confrontos com a polícia e cerca de trinta detidos.
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