Lula faz 1ª reunião ministerial de 2026 sob expectativa de saída de ministros que disputarão eleições
31/03/2026
(Foto: Reprodução) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realiza nesta terça-feira (31) a primeira reunião ministerial de 2026, em um clima de despedida de ministros que devem deixar os cargos por conta das eleições e de boas-vindas aos novos integrantes do governo.
O encontro ocorre em meio à reorganização da equipe, com impacto na articulação política e na definição de substitutos para pastas estratégicas.
A reunião, no Palácio do Planalto, reúne tanto os atuais ministros quanto os que devem assumir os cargos com a saída dos que vão concorrer ou ajudar em campanhas (veja lista abaixo).
A expectativa para a reunião é de agradecimentos aos ministros que deixam os cargos, apresentação de balanços das ações nas pastas e definição de metas, além de boas-vindas aos novos integrantes do governo.
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Pela legislação eleitoral, ocupantes de cargos no Executivo precisam se desincompatibilizar até 4 de abril para disputar o pleito. Ou seja, precisam ser exonerados e sair do governo.
Lula já afirmou que pretende minimizar ao máximo os impactos das trocas na Esplanada. Por isso, em muitos ministérios, a tendência é que os secretários-executivos assumam os cargos, com a missão de garantir a continuidade das políticas e ações já em andamento em cada área.
Um exemplo é o Ministério da Fazenda, com a saída de Fernando Haddad, que deve disputar o governo de São Paulo.
Já foi anunciado Dario Durigan como novo ministro da pasta. Ele ocupava o cargo de secretário-executivo desde o início do governo.
Durigan, inclusive, já participou de evento público ao lado do presidente, que o apresentou oficialmente como novo titular da Fazenda.
Mas essa não é a regra. Alguns ministérios podem ser chefiados por outros nomes que já são ligados ao governo mas não são secretários.
O nome de Olavo Noleto, chefe do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado, Conselhão, vem sendo citado por interlocutores de Lula.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião ministerial. Residência Oficial da Granja do Torto, em Brasília
Ricardo Stuckert / Presidência da República
Veja quem deve sair do governo Lula:
Fernando Haddad (PT), da Fazenda: deve disputar o governo de São Paulo;
Renan Filho (MDB), dos Transportes: deve disputar o governo de Alagoas;
Rui Costa (PT), da Casa Civil: deve disputar o Senado pela Bahia;
Gleisi Hoffmann (PT), da Secretaria de Relações Institucionais: deve disputar o Senado pelo Paraná;
Simone Tebet (PSB), do Planejamento: deve disputar o Senado por São Paulo;
Marina Silva (Rede), do Meio Ambiente: deve disputar o Senado por São Paulo;
André Fufuca (PP), do Esporte: deve disputar o Senado pelo Maranhão;
Carlos Fávaro (PSD), da Agricultura: deve disputar o Senado por Mato Grosso;
Waldez Góes (PDT), da Integração Nacional: deve disputar o Senado por Amapá;
Sílvio Costa Filho (Republicanos), de Portos e Aeroportos: deve disputar a Câmara por Pernambuco;
Paulo Teixeira (PT), do Desenvolvimento Agrário: deve disputar a Câmara por São Paulo;
Anielle Franco (PT), da Igualdade Racial: deve disputar a Câmara pelo Rio de Janeiro;
Sônia Guajajara (Psol), dos Povos Indígenas: deve disputar a Câmara por São Paulo;
Macaé Evaristo (PT), dos Direitos Humanos: deve disputar a Câmara legislativa de Minas Gerais
Geraldo Alckmin (PSB), da Indústria e Comércio Exterior e vice-presidente: deve ser vice de Lula em um possível Lula 4 e por isso deve ajudar na campanha;
Camilo Santana (PT), da Educação: deve ajudar na campanha de 2026;
Márcio França (PSB), do Empreendedorismo: deve sair do governo mas ainda está indefinido se ajudará na Campanha eleitoral ou se disputa o Senado por São Paulo;
Wolney Queiroz (PDT), da Previdência: deve sair do governo mas ainda está indefinido se ajudará na Campanha eleitoral ou concorre a câmara federal por Pernambuco;
Alexandre Silveira (PSD), de Minas e Energia: ainda está indefinido se concorre ao Senado por Minas Gerais ou continua no governo para contornar a crise dos combustíveis
Luciana Santos (PCdoB), da Ciência e Tecnologia: ainda indefinido se deve sair do governo ou concorrer a algum cargo em Pernambuco;
Sidônio Palmeira, da Comunicação Social: deve ser exonerado não agora, mas no meio do ano para ser o marqueteiro de Lula na Campanha.