Professoras de 50 a 59 anos são maioria entre afastados por problemas de saúde na região de Campinas

  • 05/02/2026
(Foto: Reprodução)
Professora afastada por problemas de saúde na região de Campinas Reprodução/EPTV As cidades da região de Campinas (SP) registraram 1.019 afastamentos de professores por problemas de saúde em 2025. A maioria eram mulheres, docentes da educação básica, com idades entre 40 e 49 anos (veja os gráficos abaixo). Os dados são da Secretaria de Estado da Educação e foram obtidos pela EPTV, afiliada da TV Globo, por meio da Lei de Acesso a Informação (LAI). Os números incluem problemas de saúde física e mental. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Para o professor Ronaldo Alexandrino, especialista em psicologia e educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), os dados expõem a necessidade de um olhar atento do Poder Público às demandas dessa categoria. "Falar de adoecimento é, também, corresponsabilizar as políticas públicas e, por sua vez, o estado, que desempenha seu trabalho através das secretarias estaduais e municipais de educação no modo como trata docente, no modo como organiza a vida funcional desses profissionais". Afastamentos em números O levantamento não detalha o motivo que levou o professor a ser afastado, mas indica que 945 receberam licença temporária para tratamento, enquanto outros 74 foram afastados por tempo indeterminado. Destes, 775 atuavam como professor da educação básica II, 142 na educação básica I e 102 eram do ensino fundamental e médio. Já com relação ao tipo de contrato do profissional afastado, os dados revelam: 701 eram efetivos (categoria A); 244 eram estáveis (categoria F); 74 eram temporários (categoria O). Afastamentos de professores por cidade da região de Campinas 'Precisa ter um olhar humano' A reportagem conversou com uma professora que atua na rede estadual há mais de 20 anos. Afastada por transtorno misto de ansiedade e depressão, ela diz que o problema é resultado de uma realidade de trabalho em que os outros profissionais, o diretor e até os alunos avaliam o professor. "Alunos contra professores, professores contra professores e professores contra gestores. Se você não se adequar àquilo, àquele perfil que a gestão daquela escola deseja, você está fora. E eu não estou falando de competência. Eu estou falando de afinidade". Segundo ela, o gestor da escola em que atuava tinha pouca empatia com quem tinha problemas de saúde mental. "[Ele dizia] 'não chore'. Fui advertida duas vezes por chorar. Muitas vezes eu me escondi em algum lugarzinho para chorar", disse a docente, que preferiu não se identificar. "Precisa ter um olhar diferente pro ser humano. Não é nem para os professores, porque os professores são seres humanos. Eles sofrem, adoecem, em busca de uma coisa melhor para os alunos", completa. Ronaldo Alexandrino pontua que é papel do gestor público ouvir os profissionais e desenhar políticas públicas que ajudem a solucionar o problema. "Se a gente tem dados que nos mostram que o adoecimento docente é um fato, a gente precisa olhar para ele, encarar ele. "O diálogo é a forma que a gente resolve. A gente precisa olhar para aquela pessoa que está em sofrimento e perguntar para ela o que ocasiona esse sofrimento", conclui. O que diz a Secretaria de Estado da Educação A Secretaria informou em nota que monitora os afastamentos para planejar e aprimorar ações de prevenção e cuidado, especialmente relativas à saúde mental dos professores. Disse também que já existe um serviço de teleatendimento, criado em 2024, que já registrou mais de 875 mil atendimentos em psicologia e 52 mil em psiquiatria até janeiro desse ano. A pasta atribui o número de afastamentos às transformações enfrentadas pela categoria durante a pandemia, às novas tecnologias, além das novas demandas sociais e pedagógicas. Disse que se compromete a fortalecer políticas de acolhimento, escuta e prevenção. Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais sobre a região na página do g1 Campinas.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2026/02/05/professoras-de-50-a-59-anos-sao-maioria-entre-afastados-por-problemas-de-saude-na-regiao-de-campinas.ghtml


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