Rio Acre fica abaixo da cota de alerta e bairros afetados pela cheia começam a ser limpos na capital
02/01/2026
(Foto: Reprodução) Seis bairros que foram atingidos pela cheia do Rio Acre, começaram a ser limpos na capital
O Rio Acre segue em vazante e chegou a 12,91 metros na capital acreana na manhã desta sexta-feira (2). Com isso, o manancial está abaixo da cota de alerta de 13,50 metros e os bairros atingidos pela cheia começaram a ser limpos na madrugada desta sexta.
Contexto: No último sábado (27), o manancial ultrapassou a cota de alerta e logo em seguida transbordou, marcando 14,03 metros. O nível das águas chegou a 15,41 na segunda-feira (29) e começou a baixar na terça (30). Após cinco dias de transbordamento, o Rio Acre saiu da cota de 14 metros na manhã dessa quinta (1º) na capital.
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De acordo com o coordenador da Defesa Civil Municipal, tenente-coronel Cláudio Falcão, mesmo com a limpeza, as 53 famílias que estão desabrigadas ainda não podem voltar para casa pela falta de segurança para retornar e pela sujeira nos bairros.
Com a vazante, bairros que foram atingidos pela cheia do Rio Acre, começaram a ser limpos em Rio Branco
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"A limpeza está começando tanto nos bairros que foram atingidos pela enxurrada, quanto nos bairros afetados pela cheia do Rio Acre. Embora as famílias ainda não possam voltar para casa, já estamos agilizando a retirada do lixo e lama nesses locais", afirmou.
Já o secretário municipal de Cuidados com a Cidade,Tony da Rocha Roque, afirmou que a limpeza deverá ocorrer em pelo menos seis bairros da capital durante este final de semana.
Os bairros que passam por limpeza são:
Seis de Agosto
Cadeia Velha
Hélio Melo
Baixada da Sobral
Plácido de Castro
Taquari
"Temos uma equipe de 150 colaboradores trabalhando de domingo a domingo para que as famílias voltem a normalidade o quanto antes", pontuou o secretário.
Ainda segundo o secretário, a estimativa é que sejam retiradas cerca de 300 toneladas de resíduos e entulhos por dia. A cheia histórica ocorrida em dezembro já afetou mais de 20 mil pessoas na capital.
Após transbordamento do Rio Acre, limpeza começa ser feita nos bairros afetados
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Estragos
Como a cheia histórica que não ocorria há pelo menos 50 anos em dezembro na capital, o número de famílias desabrigadas chegou a 153 na última terça (30). Os estragos das chuvas foram registrados em diferentes regiões de Rio Branco.
Em dezembro, a capital acreana chegou a acumular mais de 100 mm de chuvas em 24 horas, com uma tempestade que causou a interdição de residências e remoção de três famílias de suas casas no dia 17. Somente naquela data, foram feitos mais de 200 atendimentos com distribuição de cerca de 220 kits de limpeza.
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Contudo, do dia 6 daquele mês, a capital acumulou 79,8 mm em 24 horas, o equivalente a oito dias da média diária esperada para o mês. O rio, que marcava 5,57 metros antes das chuvas, registrou um salto de 2,28 metros e atingiu 8,03 metros.
O acumulado de chuvas em dezembro foi o maior da história, segundo a Defesa Civil de Rio Branco. Ao todo, choveu 561,6 milímetros durante o mês.
Acumulado de chuva em Rio Branco ultrapassou os 500 milímetros
Arquivo/Defesa Civil de Rio Branco
Desabrigados
Dados do governo apontam que o total de desabrigados chegou a 443 pessoas, que foram instaladas em estruturas montadas pela gestão municipal e o governo.
Sobre o número de famílias desalojadas, a última atualização da Defesa Civil Municipal aponta que 216 estavam na casa de parentes ou amigos. Deste total, 138 famílias pediram ajuda do órgão para remoção e outras 78 saíram por conta própria.
Já o levantamento do governo destaca que há 88 famílias desalojadas, que totalizam 315 pessoas, acolhidas em pontos de apoio ou em residências de familiares.
Na quarta-feira (31), cerca de 103 famílias, com mais de 390 pessoas, desabrigadas pela enxurrada dos igarapés retornaram para casa. Os moradores estavam nas escolas Álvaro Rocha e Anice Jatene e no Centro Cultural Mestre Caboquinho deste a última sexta (26).
Com a saída, os abrigos montados no Centro Cultural Mestre Caboquinho e na Escola Álvaro Rocha foram desmontados.
Seguem os seguintes abrigos:
Escola Maria Lúcia - Bairro Morada do Sol
Escola Anice Jatene - bairro Geraldo Fleming
Escola Georgete Eluan Kalume - Bairro Cadeia Velha
Escola Marilda Gouveia Viana - Bairro João Eduardo I
Escola Estadual Leôncio de Carvalho (abrigo indígena) -
Escola Ayrton Senna da Silva
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