STF nega novo recurso do ex-deputado Jalser Renier e mantém inelegibilidade até 2030
02/04/2026
(Foto: Reprodução) Jalser Renier foi presidente da Assembleia Legislativa de Roraima (Ale-RR).
Rede Amazônica/Arquivo
O Supremo Tribunal Federal (STF) negou mais um recurso do ex-deputado Jalser Renier contra a cassação do mandato dele pela Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR). A decisão também mantém o ex-parlamentar inelegível até 2030. Este é o oitavo recurso apresentado pela defesa dele e rejeitado pelo STF.
A decisão do relator, ministro Nunes Marques, foi publicada em 31 de março deste ano. Segundo o ministro, o recurso é "inadmissível" porque ainda não poderia ser analisado pelo STF. Isso porque o pedido não passou antes por uma instância de origem, como o Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR).
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No recurso, a defesa alegou que havia novos elementos para justificar a revisão do caso. Mesmo assim, o ministro rejeitou o pedido por questões processuais.
Jalser é réu por mandar sequestrar o jornalista Romano dos Anjos, em 2020. Ele foi cassado no dia 28 de fevereiro de 2022 e, desde então, tenta reverter a decisão na Justiça.
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O ex-deputado foi cassado por quebra de decoro parlamentar e por abuso das prerrogativas do cargo e ameaçar a autoridades para barrar as investigações do caso que apura o sequestro e tortura do jornalista Romano dos Anjos, uma vez que os militares presos eram ligados e subordinados diretamente a Jalser, quando este era presidente da Casa, já que o Presidente é quem dirige com suprema autoridade a polícia da Assembleia, conforme estabelece o Regimento Interno.
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Parlamentar polêmico, Jalser Renier é conhecido no estado como "Menino de Ouro" pela forma como ascendeu na política roraimense desde que foi eleito pela primeira vez quando tinha 21 anos de idade, em 1994, e desde então, nunca perdeu uma eleição. Ele era deputado havia 27 anos.
Em 2018, quando foi eleito pela última vez, recebeu 8.401 votos, o mais votado naquele ano.
Jalser já foi alvo de outras operações policiais. Ele foi preso pela primeira vez em 2003 por envolvimento no maior caso de corrupção em Roraima, o "Escândalo dos Gafanhotos". Em 2016, ele voltou a ser preso pelo mesmo motivo.
Jalser Renier foi apontado como mandante do sequestro do jornalisa em outubro de 2020
Arquivo g1
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